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Por Rodrigo Lobato
- outubro 22, 2026
Escola de Mídia nasce como associação sem fins lucrativos para capacitar o mercado e promover transparência na publicidade digital
Com o propósito de enfrentar a escassez de mão de obra técnica e a falta de clareza no ecossistema publicitário, nasce a Escola de Mídia (escolademidia.org). Embora estruturada como uma associação sem fins lucrativos, a iniciativa adotou estrategicamente o nome “Escola” para endereçar uma carência crítica: a necessidade de formação técnica isenta de interesses comerciais.
A primeira grande missão da associação é atuar na mídia programática. O setor, que nasceu com a promessa de ser um ambiente democrático e eficiente para a compra de mídia, perdeu-se ao longo dos anos em uma teia de complexidade que muitas vezes prejudica tanto as marcas quanto os consumidores.
O mito dos números e a busca pela clareza
A Escola de Mídia surge para questionar a ideia de que “contra números não há argumentos”. Para a associação, o dado sem contexto pode ser perigoso e levar a decisões desastrosas.
“Um número, dependendo de como é olhado, pode contar qualquer história. Vemos campanhas otimizadas por CTRs (taxas de clique) que desafiam a realidade, estratégias de ultra geolocalização sem base técnica ou modelos de atribuição de ‘último clique’ que ignoram toda a jornada de construção de marca”, explica Rodrigo Lobato, fundador da associação. “Nosso papel é buscar a verdade real que favoreça as marcas e as pessoas.”
Inteligência Artificial: Produtividade vs. Prestação de Contas
No que tange à evolução tecnológica, a associação defende que a Inteligência Artificial deve servir para libertar os profissionais de tarefas operacionais e repetitivas, gerando eficiência e estimulando a criatividade. No entanto, a Escola de Mídia alerta para o uso do termo IA como uma “caixa preta” para mascarar a prestação de contas.
A associação defende que a automação não substitui a necessidade de uma análise crítica e técnica. O uso de algoritmos não pode ser uma desculpa para a falta de transparência ou para favorecer ganhos desproporcionais de empresas de tecnologia em detrimento do resultado real das marcas.
Conselho composto por uma Cadeira para cada pilar do Mercado
Diferente de outras organizações setoriais, a Escola de Mídia possui um modelo de conselho multidisciplinar onde cada parte do ecossistema tem voz igualitária. Existem cadeiras dedicadas para representar:
- DSPs e SSPs (Tecnologia de compra e venda)
- Anunciantes (de branding e de performance)
- Agências e Trading Desks
- Publishers e Verificadores
Essa estrutura garante que os debates visem o crescimento saudável do mercado como um todo, promovendo discussões que buscam o equilíbrio e evitam que uma ponta da cadeia se sobreponha às outras.
Independência e Imparcialidade
Para garantir que a educação e os padrões sugeridos sejam verdadeiramente agnósticos, a Escola de Mídia optou por um modelo de financiamento que não dependesse de fornecedores de tecnologia. “Ao concentrar a monetização proveniente dos provedores de tecnologia, corre-se o risco de priorizar interesses corporativos, perdendo a imparcialidade”, afirma Lobato. “Trabalhamos com profissionais voluntários de altíssimo gabarito e nossa rentabilidade virá, naturalmente, de cursos in-company e online, financiados exclusivamente por quem busca um conhecimento amplo e imparcial.”
A associação conta com um rigoroso processo de qualificação de seus apoiadores para garantir o crivo mais alto de profissionais comprometidos exclusivamente com o aprimoramento do mercado.
Sobre a Escola de Mídia
A Escola de Mídia (escolademidia.org) é uma associação sem fins lucrativos dedicada à transparência, ética e educação técnica no mercado publicitário digital. Através de seu conselho multidisciplinar e independente, a organização atua para resgatar a essência democrática da mídia e capacitar a próxima geração de líderes do setor.